Comece sua semana motivado!
Estou escolhendo as coisas que quero fazer, em vez de me comportar como se não tivesse escolha.
Está com alguma dúvida? Precisa de orientação? O Dr. Luiz Ainbinder te ajuda.
Este espaço foi criado pra você que está passando por uma fase difícil, está com algum problema, quer desabafar e
precisa da ajuda e das sábias palavras do Dr. Luiz Ainbinder. Para participar, entre em contato através do nosso
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Dicas para a terceira idade
Atualizado em 09/03/2010 às 12:25h
Meus queridos (as) ouvintes: vou dar algumas poucas dicas que ajudam muito a quem está na terceira idade. Primeira: ser solidário. Desenvolver o altruísmo, fazer pelos outros o que gostariam que se fizesse por você. Essa regra áurea do amor ao próximo é muito importante para se ter sucesso na terceira idade. Segunda: desenvolver a gratidão. Saber ser grato a tudo: aos pais, aos filhos, à família, à escola, etc. Com certeza lhe fará uma pessoa mais feliz. Logo, a saúde também se constrói com gratidão. Devemos nos lembrar que viver bem é estar sempre com uma atitude positiva diante da vida. E, finalmente, reinventar a aposentadoria. Ter uma ocupação é um dos principais mandamentos do envelhecer saudável. Procure manter-se em atividade, mesmo que seja em um trabalho voluntário (creches, asilos, etc.). Aposentadoria não é o mesmo que inatividade. Siga esta dicas que viverá melhor.
Atualizado em 09/03/2010 às 12:26h
Um artista estava esculpindo um bloco de pedra. Um visitante que viera saber como se fazia uma escultura não viu nenhum vestígio de estátua, só pedra sendo talhada aqui e ali, com um martelo e um cinzel. - O que você está fazendo? – perguntou o visitante. - Não vai fazer uma estátua? Vim para ver como se faz uma estátua e só vejo você talhando uma pedra! O artista respondeu: - a estátua já está escondida aí dentro. Não é preciso fazê-la. Só é preciso tirar o excesso, a camada inútil de pedra que existe em torno da estátua para que ela possa se mostrar. A estátua não é feita, ela é descoberta. É preciso descobri-la, trazê-la à luz. Da mesma forma, meu querido (a) ouvinte, o amor está oculto nos seres humanos: só é preciso deixá-lo vir à luz. A questão não é gerar amor, mas descobri-lo. Nós o cobrimos de algo que não deixa o amor vir à superfície. O amor faz parte da nossa natureza. Por isso não faz sentido esperar que as pessoas cultivem o amor. A questão não é cultivar o amor, mas investigar e descobrir por que ele não consegue se manifestar. O que o estará cobrindo? Quais entulhos emocionais precisam ser removidos para que ele possa fluir livremente do seu coração para o da outra pessoa? Enfim, meu querido (a) ouvinte: se não existem barreiras o amor se manifesta naturalmente. O coração de todos seria repleto de amor se não fossem as barreiras estúpidas que a cultura através dos inúmeros condicionamentos nos impõe.
Nosso dia-a-dia com a ajuda da psicologia
Atualizado em 09/03/2010 às 12:27h
Deus ama os pássaros, mas não lhes põe comida na boca. E assim acontece também com os homens. Como o homem pré-histórico ou alguém que viva na selva tem de caçar ou colher algo para se alimentar. Pode-se concluir que é condição da natureza trabalhar. Existem, é claro, aqueles que não trabalham, mas com certeza vivem do trabalho de alguém. Estes são os parasitas humanos, que é a pior espécie de parasita, pois vive de membros de sua própria espécie. Trabalhar é a resposta humana natural ao fato de estarmos vivos. Viver sem trabalho nos leva a um distanciamento da própria vida. Muitos, entretanto, não têm essa visão. Passam a pensar no trabalho quase que como uma maldição, como uma parte indesejável e inevitável da vida que consome um tempo e um esforço enorme, um dever que não pode ser evitado. Trabalham apenas o bastante para ir levando. A maioria não espera gostar de seu trabalho, muito menos executá-lo bem, pois o considera apenas um meio para chegar a um fim, ou seja, ter dinheiro no fim do mês. Esta atitude condena o indivíduo a um desempenho medíocre. A vida cobra um preço daqueles que têm a oferecer menos do que a sua participação total. Não entendem que não trabalhamos apenas para ganhar dinheiro, mas para encontrar o significado de nossas vidas. O que fazemos é grande parte do que somos.
Atualizado em 09/03/2010 às 12:27h
Hoje falaremos sobre a iniciação sexual dos meninos. Desde cedo eles são estimulados a desenvolver experiências sexuais, muitas vezes precoces, para comprovar sua masculinidade. Sofrem pressões fortíssimas para se moldar a padrões de exigência absurdos onde devem possuir atributos físicos (ser alto, forte, pênis grande, muitos pelos no corpo, etc.) e desempenhos impossíveis (ter várias relações num curto espaço de tempo, independente da pessoa e do lugar, estar sempre disposto para o sexo, etc – ser uma espécie de Super-Homem sexual) para se enquadrar na faixa dos bens sucedidos. O problema é que, muito frequentemente, os próprios pais, preocupados em evitar problemas psicológicos em seus filhos – que poderiam ser ridicularizados diante do grupo por ainda não terem experiência sexuais – encarregam-se de facilitar essa iniciação providenciando uma prostituta. Por ser uma situação criada tão artificialmente, o assustado garoto se exige um desempenho para provar sua competência sexual (“agora é o teste para provar se funciono tão bem quanto os meus amigos”). Os pais não deveriam forjar esses encontros. Normalmente acarretam fracassos no desempenho, que o jovem terá dificuldade em superar. Geram graves traumas para o adolescente que repercutem em sua vida sexual inibindo seu desenvolvimento afetivo. Essa situação pode torná-lo temeroso de novos encontros devido ao fracasso na iniciação sexual, diante de uma mulher bastante experiente.
Dr. Luiz Ainbinder e o fato da semana
O segundo terremoto deste ano também chocou o mundo. Desta vez foi no Chile. O primeiro foi no Haiti, o país mais pobre das Américas, só comparável aos piores países da África. Por outro lado, o Chile é um dos melhores países da América, cujo nível de educação do povo é dos mais elevados. Contudo o que se viu depois do terremoto foi surpreendente: o povo, geralmente ordeiro, civilizado, parece que foi acometido de um surto de selvageria, marcado pelos saques e violências. A tal ponto que o governo teve que decretar toque de recolher e colocar o exército nas ruas para impedir o caos. Do ponto de vista psicológico, cabe ressaltar que nosso cérebro tem ainda uma mente primitiva que vive relativamente calma, adormecida mas que, em situações de ameaça à sobrevivência, esta parte assume de nossos comportamentos o comando e agimos com brutalidade e falta de consideração. É uma espécie de Hulk que cada um carrega dentro de si. É a programação para sobrevivermos como indivíduos. A camada de civilização que temos é como um verniz muito fino, que desaparece diante das ameaças à nossa existência. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, diz o ditado popular. Se não tenho como comprar ou obter comida pelos caminhos normais, civilizados, minha mente primitiva não vai aceitar que eu fique quietinho, bonzinho e morra de fome. Vou à luta com ferocidade, se preciso. Você, também ouvinte, nestas condições e foi isso o que fez o normalmente educado povo do Chile. Moral da história, meu querido (a) ouvinte: a necessidade não conhece leis.
Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado. Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal! Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Então descobriram que tinham esquecido o sal. Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas. A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou. Concordou em ir mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família consentiu e a pequena tartaruga saiu. Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha retornado. Cinco anos... Seis anos... Então, no sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha não aguentava mais conter sua fome. Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche. Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou: Ahhãããããã! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal. Meu querido (a) ouvinte: Descontando os exageros da estória, na nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Nós desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo, que deixamos de fazer nossas próprias coisas.
Uma visão positiva da vida
Vida é tanto insatisfação e sofrimento quanto alegrias e realizações. Tanto o crescimento físico como o psicológico provocam algumas dores. Temos de sair de alguma coisa já estabelecida, que podemos chamar de zona de acomodação e passar para uma zona de crescimento, e este processo, inevitavelmente, gera algum desconforto. Daí surge um paradoxo: os bens obtidos sem esforço não têm nenhum valor. Tudo que vale à pena é difícil. O drama vivido pelos ricos herdeiros é encontrar sua vida já mastigada e digerida no ato de seu nascimento. Isto os levam a sentirem-se enfadados de tudo antes mesmo de ter podido saborear. Facilidade demais mata o prazer. Quando tudo se obtêm na mesma hora que se quer, desaparece o tempero apimentado da dificuldade. Onde não há luta, não há possibilidade de vitória – e onde não há vitória não há evolução nem a alegria de ter vencido. Todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento acontecem no processo da escalada. Por que tanta inconformidade diante das dificuldades? Por que não aceitá-las tão naturalmente como as pedras soltas que se encontra na subida de uma montanha? Já está mais do que na hora de percebermos que a adversidade é o trampolim para a maturidade. São muito propagados em nossa cultura discursos para os fracos e pobres de espírito, discursos estes que nada mais são do que uma racionalização para a mediocridade, abordagens escapistas. Assim, os fracos consolam-se com a esperança de uma felicidade que virá do além-túmulo. Esperam um reino eterno, onde não mais sofrerão, não terão de comer o pão com o suor de seus rostos. A promessa de uma vida eterna sem sofrimentos leva os fracos a aceitarem, resignadamente, seus sofrimentos como purificação. Entretanto, somente os fortes são capazes de criar seu próprio bem. Não se afastando do sofrimento, mas, sim, assumindo-o como um dos aspectos da vida, porque contra a dor do viver não há remédio.
A participação do Dr. Luiz Ainbinder no Programa Francisco Barbosa